domingo, 23 de outubro de 2011

Teorias do Currículo

      O Currículo das escolas tanto brasileiras como de outros países por muito tempo foram tradicionais, isso quer dizer que, sempre buscaram passar na escola uma ideologia dominante, que os estudantes não criticassem, não questionassem a realidade, o que aprendiam e se isso servia para a vida deles, se eles estavam aprendendo ou simplesmente decorando.
     A ditadura tanto no Brasil como em outros países, utilizaram da educação tradicional, para legitimar seus crimes contra a democracia e quem pensava de forma diferente dos militares, impuseram sua ideologia, tirando matérias por exemplo como filosofia, sociologia, história e geografia e colocando estudos sociais e cívica para transmitir sua ideologia e que os estudantes não questionassem a ordem estabelecida.
     Outro ponto que a teoria tradicional não leva em consideração é questão da vivência do aluno, sua realidade, seu pensamento, só tem como proposito passar o conteúdo, sem leva em conta o aprendizado do aluno.
     A partir disso que alguns autores como Freire, Althusser, Apple*, entre outros, começam a criticar, questionar as teorias tradicionais do currículo e com intuito de transformar radicalmente a escola e seu currículo. Para esse autores que são considerados os críticos do currículo o importante não é desenvolver técnicas de como fazer um currículo, mas sim desenvolver conceitos que permita compreender o que ele faz.
    É importante dizer que para esses autores a realidade econômica, política e cultural está muito presente ideologicamente no currículo, por mais que não apareça, ou muitas vezes estamos tão alienados que não percebemos essa ideologia dominante. As questões econômicas, políticas, sociais e culturais estão presentes pelo fato de muitas vezes ser passado o que o governo  ou o país imperialista quer que seja dito, por exemplo, nas nossas escolas brasileiras o nosso conteúdo é extremamente voltado para a Europa e os EUA. Por esses países imperialistas quererem a dominação dos outros povos e buscar introduzir na cultura, na dependência economia e política os seus valores morais, seus costumes, seus produtos.
    Outros autores das teorias dos currículos considerados pós críticos eles nos mostram que temos que ir além, trazer para a discutição da critica e do questionamento do currículo tradicional alguns pontos que os outros autores não trazem, mas ao meu ver contribuindo e não tirando totalmente as contribuições que os outros autores "críticos" deixaram para a teoria. 
   Trouxeram para a teoria como a questão do gênero, que é muito importante pelo fato de que não somente as questões econômicas e políticas são imposta ideologicamente, as relações entres homens e mulheres tem que ser levado para dentro da escola e ser problematizada e questionada o por que dessa desigualdade de gênero. Outro ponto é a teoria queer, que passa pensar que temos que levar as questões sobre o homossexualismo, numa perspectiva de levar que se temos pré conceito contra essas pessoas, é por que é uma construção social, em que só pode ter o heterossexual, se levarmos essa questão para dentro da sala de aula e mostras que isso é uma construção ideológica de que o homossexualismo é algo fora do comum e que não é normal. Temos sim que respeita as diferenças, mas entender se as diferenças existem, são dos humanos, que não é fora do comum. 
    Uma outra questão é a étnica e racial, em que muitas vezes não são levadas para dentro da sala de aula, em que somos humanos, não importa da aonde somos, se somos africanos, europeus, americanos, asiáticos, somos todos humanos, e nenhum ser humano é superior que outro, nem pela raça, etnia, sexo, opção sexual, ou até mesmo por ter mais estudo que os outros, somos todos seres humanos. Essa teoria veio para levar para o currículo que temos que questionar, e tentar compreender que é uma construção social, o pré conceito racial, étnico, sexual e também econômico.
    Podemos concluir que as teorias contribuem muito para se pensar uma nova escola, uma escola que transforma sua realidade e de ver essa realidade. O currículo influência muito, em como a escola é e consequentemente na sociedade em geral. Porém não podemos ficar só na teoria e não partirmos para a prática, pois por mais que temos muitas teorias boas sobre o currículo da escola, a grande maioria das escolas essas teorias de uma nova escola não ocorre, o que acontece de verdade é uma escola que exclui, por ser pobre, por negro, por homossexual, por ser mulher, por ir de encontro com a ideologia da classe dominante.
    Temos que apreender essas teorias, mas temos que ir para prática para sermos agentes da transformação da escola e da sociedade....



*SILVA, Tomaz Tadeu da.  Documentos de Identidade: uma introdução às teorias do currículo. 2002. 2 ed. Belo Horizonte, Autêntica

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